
Queridos amigos,
Antes de mais nada, quero me desculpar com vocês… sei que a muitas semanas não dou as caras neste blog e não tem como justificar. Andei meio sem inspiração nas ultimas semanas mas felizmente agora ela parece ter voltado com tudo!
Hoje vou fazer diferente. Ao invés de lhes mostrar uma resenha de algum filme , vou lhes contar um pequeno relato sobre um filme bastante especial que a maioria de vcs já deve ter visto ou ao menos ouvido falar: “O Diabo Veste Prada” com Meryl Streep e Anne Hathaway.
A história começa com a uma jovem aspirante a jornalista em busca de trabalho indo a uma entrevista em uma das maiores e mais conceituada empresas do país: a revista “Runaway”. Lá é recebida por uma Assistente titular histérica e uma chefe narcisista que contrariando todas as expectativas acaba por contratá-la para ser sua segunda assistente.
Simples e sem o glamour de seus colegas a jovem Andy entra neste ambiente hostil com a missão de sobreviver e mostrar seu valor. Obstáculos não faltam! É a colega impertinente que insiste em colocá-la para fazer as tarefas mais árduas, a chefe assediando-a moralmente, o namorado que não consegue entender a dedicação toda dela no novo trabalho… enfim! tudo parecia conspirar para que ela desse errado e acabasse por desistir.
Missões aparentemente impossíveis começam a aparecer e ninguém parece disposto a ajudar e pior, ninguém parece acreditar que Andy conseguiria superar os desafios. Coisas que ninguém nunca conseguiu antes eram dadas para ela como meta mínima para que seu trabalho fosse considerado comum e a coitada sem recursos para tanto tinha que literalmente transformar pedra em diamante.
Eis então que bate aquela depressão e uma vontade incrível de desistir, e em meio a toda aquela selva de pedra aparece alguém que lhe dá uns tapas na cara dizendo que desistir seria o caminho mais fácil, que aquele era o momento para reagir e esfregar na cara de todo mundo que estavam errados. E é esta a atitude de Andy, correr atrás do prejuízo e mostrar à chefe assediadora e sua assistente hipócrita seu valo
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Conseguindo amigos fora do ambiente de trabalho e apoios de onde menos esperava Andy vai conseguindo passo a passo surpreender sua superior e superar seus obstáculos, ganhando reconhecimento e maiores responsabilidades. Com isso chega a ela todo o glamour do mundo dos negócios como uma viagem a Paris, participação de grandes eventos e coisas que mexeriam com a cabeça de qualquer um, mas não de Andy que insistia em permanecer a mesma pessoa, apesar de fica claro que esta postura contrariava sua chefe.
No entanto o mundo dos negócios esta sempre sujeito a fatores maiores que acabam por mudar os rumos da trama. No caso de “O Diabo Veste Prada” ocorreu uma mudança nas diretrizes da empresa onde a poderosa chefe Miranda Priesley seria descartada dando lugar a alguém mais jovem, e mais antenado na nova realidade do mercado. É neste mesmo mundo onde a lei da selva predomina, e tentando manter-se no cargo para garantir sua sobrevivência, que Miranda articula para não deixar outra escolha à corporação a não ser manter-lhe no cargo.
É aí que entra a questão da ética! Para conseguir isto Miranda precisa sacrificar alguém em seu lugar e não pensa 2X, não exita 1 minuto sequer em mandar para a forca alguém de sua equipe que vinha desde sempre apoiando-a fielmente desde o começo. Obviamente tudo feito na maior descrição e com sorrisos diante dos demais para evitar julgamentos. A realidade porém é nua e crua, Miranda jogou outra pessoa na fogueira sem o mínimo remorso. A justificativa? “Precisamos fazer escolhas! Seguir em frente ou fraquejar?”
Já fora daquele ambiente Andy percebe que não esta preparada para tomar este tipo de atitude condenando piamente a postura de sua ex-chefe. Dando valor a seus princípios morais ela acaba fora da grande corporação e de volta a estaca zero de onde o filme começou… A gota d´agua foi quando Miranda afirmou que ambas eram iguais, e que no futuro Andy estaria igual a ela.
A grande sacada do filme porém vem nas cenas finais. Em uma entrevista em outro emprego, bem menos glamouroso, seu entrevistador lhe pergunta “ Mas por que vc ficou tanto tempo lá?”. Por que uma profissional com as qualidades dela se sujeitava a toda aquela superficialidade?
E eis que o filme termina com um novo começo. Andy num local onde se adequava perfeitamente às pessoas a sua volta, aos princípios morais de seu novo superior e ao foco no trabalho e não na vaidade. Uma bagagem porém ela trouxe da grande corporação anterior, aprendeu como lidar com adversidades estando apta agora a assumir com tranqüilidade maiores responsabilidades. Adequação e exploração de seus pontos fortes são as palavras da vez!
Esta história é baseada num relato real e pode servir para reflexão de muitas pessoas. Muitos de nós como EU, vc ou um amigo próximo devem ter passado por coisa do gênero. Eu mesmo adorei o filme e já tinha em mente falar sobre ele a tempos, porém não encontrava o momento correto para tanto. Eis que agora meu momento de vida se encaixa perfeitamente com a trama e a inspiração veio avassaladora e sem controle.
Faz 1 mês que não estou na “Revista Runaway” sem precisar agüentar o assédio moral de Miranda Priesley. Digo para todos, graças a deus! A mensagem do filme realmente se aplica à vida real, realmente trabalhar num lugar onde nos sentimos enquadrados é essencial e o que muitas vezes nos parece o melhor nem sempre é.
Para quem ainda não viu o filme vá até a locadora e pegue, vale a pena! Além de um ótimo entretenimento também é uma lição para nossos momentos difíceis. É preciso sempre seguir em frente e saber perceber o momento de mudar! Como diz Barack Obama “Yes we can”
