Bla, bla, bla e coff, coff

Olá queridos leitores.

Hoje, esta que vos escreve não está muito em condições de fazê-lo.

Não, não estou maluca, nem querendo virar especialista em psicologia forense, apenas passei o domingo espirrando e tossindo meus neurônios e acabei ficando sem condições de formular um texto a altura de vocês.

A gripe que acabou me fazendo ficar na cama vendo tv me fez perceber que temos muita novidade, variedade e ineditismo aos domingos. Futebol, programa de auditório, canal de propaganda. Isso à tarde, porque à noite temos as mesas redondas, o Fantástico e seu genérico na Record cujo nome me escapa agora.

Mas, como não poderia deixar de ser, ontem o assunto do dia foi a bendita reconstituição do crime. O dia todo os repórteres de todas as emissoras se gabavam por estar em apartamentos no prédio enfrente ao da cena do crime. Se gabavam por ter acesso à documentos sigilosos (se são sigilosos, como eles tiveram acesso???) por conseguirem entrevistas exclusivas e etc.

E o que dizer do bando de curiosos que “clamam por justiça”. Ah gente, me poupe!!! O povo quer mesmo aparecer. Tudo mundo quer aparecer. Se estivessem realmente interessados em ajudar não estariam lá atrapalhando.

Um conselho: assistam CSI que vocês ganham mais. Nada melhor que assistir (sentada no sofá) os policiais forense – que são uns gatos, por sinal – resolverem os crimes na tv.

Transformaram a morde da menina em um verdadeiro circo. Se este caso será resolvido? Se os culpados serão punidos? Ah, isso pouco importa. Para as emissoras, os ‘programecos’ de fofoca, de sensacionalismo e para o povo sedento de espetáculo, quanto mais demorar melhor… assim dá mais audiência, chama mais anunciante e ganha-se mais dinheiro!

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